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Nov 6, 2022
7
Louis Armstrong não passou de um chaveirinho de gente branca, mas de certa forma, consciente disso. À certa altura, o documentário deixa claro: ele nunca participou ativamente da luta pelos direitos civis, e fez o seu nome de forma individualizada.
Obviamente isso não o impedia de ter um tremor ao tocar em lugares onde, por exemplo, havia banheiros separados, mesas segregadas, enfim, toda uma estrutura separatista que por outras vozes ecoaram de forma mais visceral para tentar acabar com o racismo estrutural. E como podemos afirmar que ele perdeu a razão?
Há pessoas que são combustível para o conflito, e outras, servem como exemplo pela presença, resignação, mas, acima de tudo, evitando o caos coletivo. Louis Armstrong era um desses caras, e quando toca "What a wonderful world", eu não aguentei, as lágrimas escorreram. Ouçam a música. Sinta a música. E você sentirá a alma desse grande artista.