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Artiex

User Overview in Games
8.4Avg. User Score
User Score Distribution
positive
12(67%)
mixed
6(33%)
negative
0(0%)

Games Scores

Sep 17, 2026
LIMBO
9
User ScoreArtiex
Sep 17, 2026
Limbo tem uma grande importância para o mundo dos games indies, o jogo serviu de inspiração para várias obras muito aclamadas como Little Nightmares e Inside, além de ajudar a definir a era de ouro dos jogos indes. Limbo é um game extremamente simples, com gráficos minimalistas e uma estética composta por sombras e tons monocromáticos. A estética sombria do game ajuda a provocar uma sensação de perigo, de que não deveríamos estar nesse lugar hostil. A gameplay do jogo é focada em puzzles, com mecânicas simples e de fácil adaptação. Os puzzles podem parecer simples, mas são bem criativos e sua dificuldade pode variar dependendo da habilidade do jogador. Limbo não tem uma história ou significado explícito, tudo que sabemos é que controlamos um menino no Limbo procurando por sua irmã. A única coisa que temos são teorias filosóficas envolvendo morte, culpa e até mesmo suicídio. A falta de significado somado às diversas teorias, faz com que o jogo seja ainda mais misterioso, sombrio e mórbido.
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PC
Sep 12, 2026
Black
9
User ScoreArtiex
Sep 12, 2026
Black se tornou um dos maiores ícones dos jogos. Lançado em 2006 pela Criterion Games e pela Electronic Arts (EA Games), Black revolucionou a indústria dos games e a sexta geração de consoles, extraindo a potência máxima do hardware da época Tecnicamente falando, Black é um jogo impressionante. Os gráficos do jogo são surpreendentes até para os dias hoje, com cenários altamente destrutivos — algo nunca visto até então — e uma física muito bem construída. O jogo tem muito foco no impacto sensorial, com um sound design extremamente imersivo e uma trilha sonora épica e marcante. A gameplay é um misto de acertos e limitações. Algumas coisas não envelheceram tão bem, como a movimentação e o combate, que são mais travados. Muito se dá pelas limitações da época. Entretanto, isso não torna o jogo injogável, ele ainda consegue ser muito satisfatório e muito divertido. Outro ponto que pode ser visto por alguns como algo negativo e por outros como algo positivo é a dificuldade do jogo. Diferente de muitos jogos de tiros, Black é muito punitivo e possui inimigos extremamente agressivos, e o fato de o game não possuir um checkpoint automático em fases mais longas acaba deixando o jogo ainda mais desafiador. As maiores críticas do jogo são em relação à história, que é contada através de cutscenes live-action e flashbacks. Para muitos jogadores, a história é um dos pontos mais baixos por ser genérica, superficial e muito confusa. A duração do jogo é outro ponto criticado: ela é muito curta, levando cerca de 6 a 8 horas para concluir o modo campanha. Black é, sem dúvidas, um grande marco para a indústria dos games, mostrando que é possível usar a capacidade máxima que um console oferece, entregando um jogo com uma qualidade excelente e surpreendente até os dias de hoje.
Report
PlayStation 2
Aug 24, 2026
Ben 10 Alien Force: Vilgax Attacks
5
User ScoreArtiex
Aug 24, 2026
Ben 10 Força Alienígina: Ataque de Vilgax me fez ter uma experiência desagradável e irritante. O jogo é cheio de problemas, a maioria deles técnicos. Começando pela gameplay: a movimentação nesse jogo é extremamente travada e pesada. A física aqui não faz sentido nenhum. O simples ato de pular, te causa problemas, já que a colisão do jogo é mal feita. A todo momento, o personagem se prende em obstáculos e escorrega sozinho de plataformas. O combate tem conceitos interessantes, com sistemas de combos que seriam divertidos de explorar. Mas a execução disso é péssima. O combate é lento e bugado. Em fases com muitos inimigos, você não tem noção em quem está batendo, e o jogo não deixa claro quando o golpe acerta o inimigo. Além disso, o jogo é muito desbalanceado, com golpes causando danos absurdos, já que o jogo não te dá frames de invulnerabilidade, fazendo com que todo golpe continuo seja acumulado e te mate quase que instantaneamente. O level design é ruim, os cenários são horrorosos, com uma poluição visual de cores inquietantes. As fases são outro problema aqui. Todas elas são monótonas e repetitivas. Cada fase apresenta vários puzzles para o jogador solucionar. Esse é um ponto positivo: muitos puzzles são interessantes e divertidos, mas outros são chatos e só te fazem perder tempo. Os bosses são outro ponto negativo. Cada luta contra eles é extremamente chata, repetitiva e bugada, sendo um extremo alívio quando chega ao fim. O ponto positivo do jogo está na variedade de aliens. O jogo disponibiliza dez aliens, cada um deles com sua própria especialidade, então o jogador usa um alien específico para cada situação. Em contrapartida, a seleção de aliens e transformação em aliens, são muito lentas e acaba atrapalhando a gameplay Ben 10 Força Alienigina: Ataque de Vilgax poderia ter sido um bom jogo, já que apresenta alguns conceitos interessantes. Mas a execução dele é péssima e desagrádavel.
Report
PlayStation 2
Aug 20, 2026
Need for Speed: Underground
9
User ScoreArtiex
Aug 20, 2026
Lançado em 2003 pela Electronic Arts, Need for Speed: Underground mudou completamente a franquia e revolucionou os jogos de corrida, abandonando as corridas de carros de luxo e abraçando completamente a cultura de tuning e as corridas clandestinas noturnas. Need for Speed: Underground soube aproveitar e expandir muito bem a febre criada pelo filme Velozes e Furiosos (2001), uma época em que todos queriam ter seus próprios carros populares customizados. O que antes só era possível nos filmes, em 2003 se tornou possível no mundo dos games. Pela primeira vez, o jogador podia ter seu próprio carro tunado. O jogo tem um sistema de personalização extrema, possibilitando a alteração de para-choques, aerofólios, pinturas, vinis, luzes de neon e um sistema de tuning que deixava o carro muito potente, com nitro, motores alterados e muitas outras coisas. Isso dava total liberdade para o jogador criar um carro que servia como uma extensão de sua própria identidade, indo além do que apenas cruzar uma linha de chegada. O game também trouxe uma trilha sonora muito icônica, com playlists licenciadas que trazem uma mistura de gêneros como rock pesado, hip-hop e eletrônicas. Tudo isso acabou definindo o clima cultural da época. O modo carreira também inovou quando trouxe uma narrativa de progressão, na qual o jogador ganha respeito nas ruas de Olympic City. Além disso, o jogo traz um sistema de reputação visual, que avalia em estrelas o visual do carro do jogador. Para desbloquear revistas, tirar fotos para menus e participar em alguns torneios específicos, o jogador é obrigado a ter um alto nível de reputação, explorando ainda mais o lado criativo do jogador. Mesmo com todos os seus pontos positivos, o jogo peca na repetição de corridas longas e muito parecidas para avançar no modo campanha, além de uma inteligência artificial muito agressiva, com uma trapaça de velocidade absurda. Mas, na minha opinião, onde o jogo mais peca é no tráfego punitivo, em que carros civis e ônibus surgiam do absoluto nada para atrapalhar a corrida e destruir o carro do jogador, fazendo-o precisar de sorte para não ser surpreendido com um veículo aleatório. Need for Speed: Underground é um jogo que fez parte da geração de muitas pessoas e, mesmo com as limitações da época, acabou envelhecendo bem em muitos aspectos, além de ser o marco inicial da era de ouro da franquia.
Report
PlayStation 2
Aug 15, 2026
God of War: Ragnarok - Valhalla
10
User ScoreArtiex
Aug 15, 2026
God of War Ragnarök: Valhalla é uma DLC que agrega muito na história pessoal do Kratos e nas suas relações. O game tem uma mecânica rogueliike, algo que nunca tínhamos visto na franquia. A mecânica funciona muito bem, os sistemas de builds são muito bem construídos e dão total liberdade para o jogador criar seu próprio estilo de jogo, além de serem muito equilibrado. O maior acerto dessa DLC está nos personagens. Aqui conseguimos conhecer melhor o passado de alguns personagens muito interessantes e importantes para a trajetória de Kratos em Valhalla, como o Mimir. Conhecemos muito mais sobre o passado dele e de seus relacionamentos antigos, além de termos um foco maior na sua relacação com a Sigrun. O fato de termos poucos personagens ajuda a desenvolver ainda mais o que está estabelecido, dando espaço para novas histórias e perspectivas. O Kratos é maior destaque da DLC. Vemos como ele evoluiu em seus relacionamentos desde os últimos acontecimentos de God of War Ragnarök. A dinâmica que ele tem com o Mimir é muito interessante de acompanhar. Kratos considera Mimir um verdadeiro amigo e fala abertamente de seus sentimentos com ele, além de ambos aconselharem um ao outro. A relação entre Kratos e Freya também evoluiu muito. Vemos eles realmente se importam um com o outro e, em determinados momentos, é possível perceber que eles têm sentimentos que podem ir além de uma simples amizade. O ápice da narrativa é ver Kratos finalmente conseguindo encontrar um fim para todo seu sofrimento interno. Vemos ele indo a fundo em seu passado, encarando de frente todos os seus medos e tudo aquilo que o assombrava há anos. Toda essa superação acontece quando ele finalmente se sente pronto para confrontar seu antigo eu, cara a cara. Nesse momento, temos um monólogo emocionante, em que Kratos revela todas as suas mágoas e todo seu arrependimento. Ele finalmente aceita que não é mais um monstro, que não é mais o deus da guerra, redefinindo sua identidade como "deus da esperança" e se dedicando a proteger os reinos nórdicos através da esperança e da reconstrução. O jogo trabalha toda a jornada de Kratos de forma complexa. Desde o primeiro jogo, vemos que o personagem tem muitas camadas, e isso é explorado muito bem em cada jogo, mostrando que toda sua jornada é um verdadeiro tom de cinza. No fim, ele consegue entender isso. Finalmente se enxerga da forma que nós, jogadores, e outros personagens sempre o enxergamo: um personagem que está muito além de ser um simples héroi ou vilão, mas alguém que foi quebrado desde a infância, traído e manipulado, e cuja a vida foi marcada pela dor e pelo sofrimento. Mas que reencontrou a esperança e o amor que lhes foram tirado há muito tempo. Kratos é um dos maiores ícones dos games, um personagem muito bem escrito e explorado e que, sem dúvidas, possui o melhor desenvolvimento de personagens dos games.
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PlayStation 5
Aug 15, 2026
Ghost Rider
6
User ScoreArtiex
Aug 15, 2026
Lançado em 2007, Motoqueiro Fantasma é um jogo licenciado baseado no filme de mesmo nome e ano de lançamento. Diferente de boa parte dos jogos licenciados da época, Motoqueiro Fantasma surpreende criando uma história que expande o universo do primeiro filme, que é contada através de cutscenes em formato de HQ. A história do jogo é simples, esquecível e até confusa em diversos momentos. Motoqueiro Fantasma é um hack and slash — gênero que estava em alta na época — que usa os jogos God of War e Devil May Cry como base para a gameplay. Mesmo não sendo inovadora, a gameplay dá ao jogador liberdade para combinar vários combos, graças a um sistema de barras de estilos (ou sistema de ranking) — muito conhecido por Devil May Cry, que foi pioneiro nesse sistema de ranking. O jogo contém fases em que pilotamos a Hellcycle, que é onde o jogo se destaca: essas são as fases mais divertidas e originais do game. O jogo é curto, tendo em média 3 horas de duração, e, mesmo assim, ele consegue ser cansativo, muito repetitivo, com um backtracking longo e desnecessário. Além disso, possui um level design muito limitado, que não permite exploração de outras áreas que seriam interessantes, deixando o jogador em um ambiente extremamente linear, onde existem cenários muito bonitos, mas igualmente vazios. Motoqueiro Fantasma é fruto de sua época e, infelizmente, é sustentado pela boa nostalgia do passado.
Report
PlayStation 2
Aug 14, 2026
God of War: Ragnarok
9
User ScoreArtiex
Aug 14, 2026
God of War Ragnarök não é um jogo ruim, mas poderia ser melhor.O game tem muitos pontos positivos, que foram mantidos em relação ao jogo anterior e até mesmo melhorados. Mas também tem coisas que deixam muito a desejar e coisas que fazem o jogo ser até cansativo. God of War Ragnarök consegue manter muito bem o desenvolvimento emocional criado no jogo anterior, apresentando momentos muito emocionantes e de cortar o coração. Temos muito mais desenvolvimento das relações de Kratos com outros personagens, como o Mimir, que tem uma dinâmica muito boa com o Kratos e o Atreus. É visível que eles são uma família e, com o avanço da história, isso vai se intensificando. Freya também ganha bastante destaque e desenvolvimento. Seu drama gira em torno da busca por vingança contra o Kratos, que foi responsável por matar seu filho, Baldur. Essa é uma das tramas mais interessantes, pois deixa ainda mais evidente que Freya e Kratos são muito parecidos: ambos perderam pessoas importantes e buscaram vingança por causa da dor. Kratos não tira a razão de Freya. Mesmo que seu objetivo fosse salvá-la e quebrar o ciclo de filhos matando seus pais, ele entende a dor que causou a ela. Com o tempo, Freya escolhe perdoar e deixar o rancor de lado, formando um vínculo entre os dois, já que Kratos também sabe exatamente como é a dor de perder um filho. A relação de Kratos e Atreus é muito bem trabalhada. O jogo trabalha a relação deles usando temas como confiança, ações e consequências. Isso já havia sido estabelecido em God of War (2018), mas aqui vemos esses conceitos sendo colocados em prática através de Atreus, que decide agir por conta própria na tentativa de encontrar respostas e fazer aquilo que acredita ser certo. Isso o leva a mentir e esconder coisas de seu pai e de seus amigos. Essas escolhas acabam gerando consequências de proporções que estavam além de seu alcance. O melhor exemplo disso está na relação de Brok e Sindri. As escolhas de Atreus acabam contribuindo para a morte de Brok, destruindo não só o relacionamento dos dois irmãos, mas também fazendo Sindri perder a confiança em Kratos, Atreus e nos outros personagens. A partir disso, Atreus passa a entender melhor o peso e a responsabilidade de suas escolhas. Tanto Kratos quanto Atreus acabam entendendo ainda mais a importância de confiar um no outro e que mentiras e segredos podem arruinar para sempre uma relação de família. Isso acaba dando um encerramento temporário à evolução e ao amadurecimento do Atreus e à relação entre pai e filho. Apesar de muitas coisas boas e positivas que o jogo nos apresenta, também temos pontos negativos. A relação de Loki com a Máscara, por exemplo, é uma das coisas que mais deixaram a desejar nesse jogo. Desde God of War (2018), temos uma profecia envolvendo Loki, o jogo trabalha bem isso: a dualidade de Atreus com Loki e a busca por não deixar uma profecia definir o seu futuro. Isso é bem construído e tem um bom encerramento. Mas sinto que poderia ter sido feito de forma diferente. A Máscara por exemplo, é um artefato que tem importância direta para o desenvolvimento de Atreus como Loki, mas faltam detalhes que fariam o artefato parecer mais interessante e trariam mais impacto para o encerramento desse arco, como uma origem mais explorada ou detalhes que fizessem o Atreus entender mais sobre sua linhagem através da Máscara. Tudo isso traria mais peso para o jogador. Deixar a Máscara totalmente misteriosa e sem origem traz a sensação de que Atreus rejeitou o artefato antes de sabermos o que ele significava para sua identidade como Loki. Outro ponto negativo está relacionado à gameplay envolvendo o Atreus, principalmente a parte do Bosque de Ferro. As missões com o personagem são entediantes, com uma desaceleração de ritmo excessiva e um desvio do foco principal da dinâmica entre ele e Kratos. A sensação ao jogar com Atreus é de que o jogo enrola para avançar no arco de desenvolvimento do personagem. Além de Atreus, outros deuses poderiam ter sido melhor aproveitados, como Thor, que claramente é um personagem importante, mas é tratado apenas como um peão. Quando temos o personagem no ápice da narrativa, na batalha final contra Kratos, ao em vez de termos um desfecho digno para ele, ele é simplesmente descartado, com uma morte que chega a beirar o ridículo. O Thor tinha muitas camadas, poderia ter sido muito melhor aproveitado. No fim, God of War Ragnarök se encerra de forma emocionante, com Atreus aprendendo com seus erros, amadurecendo e seguindo seu próprio caminho. Enquanto Kratos aprende a ser um pai melhor, um amigo melhor e a ser diferente do homem que foi no passado, ele ainda carrega o peso de seus erros e a dificuldade de encontrar perdão e paz dentro de si.
Report
PlayStation 5
Aug 12, 2026
God of War
10
User ScoreArtiex
Aug 12, 2026
O jogo que reinventou a franquia God of War. É incrível como esse jogo é bom em vários aspectos. God of War (2018) é totalmente diferente dos jogos anteriores. A principal mudança está na mitologia: aqui vemos o Kratos na mitologia nórdica, uma mitologia cheia de mistérios, personagens e histórias que ainda podem ser exploradas. Esse é provavelmente o maior acerto da Santa Monica em termos de inovação dentro da franquia. Outra mudança muito grande está na jogabilidade. Aqui o hack and slash é deixado de lado, dando espaço ao estilo de câmera livre próximo ao ombro e a elementos de RPG. Mas o maior acerto da Santa Monica não está na parte técnica, e sim no desenvolvimento de um dos maiores personagens dos games, Kratos. God of War (2018) nos apresenta um Kratos mais velho vivendo um recomeço, com uma nova familia. Após a morte de sua esposa, Kratos parte em uma jornada com o objetivo de cumprir seu último desejo: jogar suas cinzas do pico da montanha mais alta dos nove reinos. Apesar de simples essa jornada mostra algo muito profundo em relação ao Kratos. Mesmo vivendo um novo recomeço, Kratos ainda é assombrado pelo seu passado. Essa é a grande sacada dessa nova fase do Kratos: seu passado não é totalmente esquecido, ainda vemos as consequências causadas por suas escolhas passadas. Enquanto no passado tínhamos um Kratos jovem, imaturo, vingativo e cheio de ódio, agora vemos um Kratos quebrado, pagando pelos seus erros. As consequências de uma vida de traições e ódio são refletidas em suas atitudes com outros personagens como seu filho Atreus. A relação entre eles é visivelmente distante e fria, o motivo é óbvio: Kratos tem medo, medo de que seu filho descubra seu passado e medo da influência que isso pode causar na vida dele. Ao mesmo tempo que Kratos não se sente digno de amor, pois ainda se vê como um monstro. Além de seu filho, as relações dele com outros personagens mostram ainda mais sobre como Kratos se sente. A desconfiança que ele tem de Freya, Brok, Sindri e até Mimir é reflexo de tudo que ele já sofreu. E ao passar do tempo vemos como essas novas relações vão moldando o Kratos aos poucos, mesmo com toda relutância em confiar em outras pessoas. God of War (2018) tem um peso emocional enorme, isso vai além do Kratos, outros personagens são muito bem explorados e vivem seus próprios dramas: Freya vive o conflito com seu filho Baldur, que, a proprósito, é um dos melhores vilões do jogo, nos proporcionando combates épicos e, junto com a Freya, uma cena emocionante próxima ao fim da jornada. Brok e Sindri passam por problemas familiares entre si, enquanto Mimir se torna quase um conselheiro de Kratos, e a relação entre os dois passa a ser como uma ponte para entendermos mais sobre o Kratos e como ele se sente. A parte mais incrível, além do desenvolvimento contínuo de todos eles, é que a relação entre todos faz Kratos aprender cada vez mais a ser melhor. Ao mesmo tempo em que Kratos ensina a eles, eles também ensinam ao Kratos. É uma relação em que todos aprendem. Kratos aprende a confiar, ouvir, proteger, ensinar, admitir seus erros e ser melhor que antes, abandonando um pouco o isolamento que criou dentro de si. Com isso, vemos Kratos desenvolver um vínculo emocinal com Atreus. Kratos ensina a Atreus o peso de suas escolhas e responsabilidades, principalmente quando ele descobre sobre o passado de seu pai. Kratos passou a vida fugindo de seu passado, do monstro que ele era e ainda acredita que é, e agora precisa ensinar o próprio filho a ser diferente e não se tornar aquilo que ele foi no passado. Do outro lado, vemos Atreus ensinar Kratos a ser pai, a criar laços e a estar presente emocionalmente, fazendo Kratos entender a importância de se comunicar com o filho. A relação de pai e filho sai de algo frio e distante para uma relação de amor, confiança e apoio emocional. Uma das coisas que sempre me impressionaram na franquia God of War é a genialidade por trás das trilhas sonoras e como elas refletem a jornada e os sentimentos do Kratos. Aqui em God of War (2018) não é diferente. A trilha sonora dessa nova era é estruturada para carregar o peso do passado de Kratos e de sua nova jornada. Corais masculinos graves que refletem a culpa por seus erros, mostrando que ele nunca se esqueceu de seu passado, enquanto arranjos trazem o cansaço mental do personagem, o arrependimento constante e o fardo de esconder segredos de seu filho. Momentos de silêncio revelam o medo profundo de cometer os mesmos erros e falhar com pai. Tudo isso acompanhado de um ritmo lento, mostrando o foco de Kratos em reprimir toda sua fúria, priorizando a paz em vez da **** of War (2018) marca um novo ciclo não só para a franquia, mas também para o Kratos. Diferente dos outros jogos, essa nova era tem como foco a evolução do personagem e suas relações emocionais.
Report
PlayStation 4
Aug 8, 2026
Half-Life: Blue Shift
6
User ScoreArtiex
Aug 8, 2026
Half-Life: Blue Shift segue a mesma proposta de Half-Life: Opposing Force — mostrar um ponto de vista diferente dos mesmo acontecimentos do primerio jogo. Entretanto, o jogo é muito fraco e não consegue trazer coisas tão interessantes. Blue Shift repete a fórmula de Opposing Force, mas sem trazer muitas inovações ou novidades interessantes. Querendo ou não, Half-Life: Blue Shift , acaba agregando à lore do universo de Half-Life, mas essa contribuição é muito pouca, principalmente pela curta duração, de 3 horas. No fim, o game pode até divertir, mas sem oferecer muitas novidades, o que acaba sendo quase irrelevante dentro da franquia.
Report
PC
Aug 7, 2026
Half-Life: Opposing Force
7
User ScoreArtiex
Aug 7, 2026
Half-life Opossing Force é uma expansão interessante do Half-Life. Aqui, vivemos os mesmos eventos do primeiro jogo, mas de um ponto de vista diferente: de um soldado da HECU, que são os vilões humanos do primeiro jogo. Mesmo sendo os mesmos acontecimentos do primeiro jogo, podemos ver coisas inéditas, como as interações entre os soldados, monstros diferentes dos que vimos antes e mais da participação do misterioso G-Man. Half-Life Opossing Force é uma boa expansão que agrega para o jogo original, mas está longe de ser uma obra-prima.
Report
PC
Aug 6, 2026
God of War III
10
User ScoreArtiex
Aug 6, 2026
"Zeus, your son has returned. I bring the destruction of Olympus!" Essa é a melhor forma de encerrar um capítulo, e também a melhor forma de começar outro. God of War III é o exemplo perfeito de como se deve finalizar tudo que foi construído.A trilha sonora de cada jogo trabalha muito bem o desenvolvimento e o futuro de Kratos, do Olimpo e de toda a Grécia. Ela funciona quase como uma profecia: em God of War I, a música foca no início do conflito interno de Kratos. A trilha sonora utiliza tons que remetem à lamentação e à tragédia e tem um ritmo pesado que remete à culpa. No God of War II o foco está na traição e na ira. Aqui o ritmo é agressivo e condiz com a fúria sentida por Kratos e sua rebelião contra os deuses. Aqui, em God of War III, o foco passa a ser o apocalipse e no caos total. A trilha sonora tem uma atmosfera sombria de terror apocalíptico, com corais e vozes gritando com desespero e urgência o fim de toda a Grécia, deixando o jogador impactado com o caos absoluto. Nada nesse jogo é por acaso. As músicas, os cenários com tons mais escuros e sombrios... tudo foi pensado para transmitir o fim inevitável construído desde o primeiro jogo. O mais interessante é perceber que toda essa jornada não acontece só na narrativa, mas também na música, que antecipa o destino de Kratos e a queda do **** of War III é o ápice da saga, em todos os sentidos: é aqui que temos o auge da gameplay. O combate é mais brutal, refinado, além de ser mais desafiador. Cada confronto com os deuses é genuinamente mais impactante. Além de tudo isso, ele complementa os outros jogos. Cada acontecimento anterior caminha naturalmente para esse encerramento, além de valorizar tudo o que aconteceu antes. É isso que faz esse jogo ser genial: ele não precisa contar uma história ou desenvolver algo novo. Tudo isso já foi feito antes. Ele só precisa encerrar o que foi construído.É isso que God of War III representa: um encerramento épico, ambicioso e perfeito.
Report
PlayStation 3
Aug 6, 2026
God of War II
10
User ScoreArtiex
Aug 6, 2026
God of War II melhora o que já era bom. Temos um desenvolvimento muito maior não só de Kratos, mas de todo o mundo grego, guerras antigas, deuses, profecias e como tudo isso influencia no desfecho dessa história. A trilha sonora é um dos pontos fortes, aqui ela é bem mais agressiva e épica em relação ao jogo anterior, o que combina perfeitamente com a narrativa, além de funcionar como um tipo de profecia. O final do jogo deixa tudo ainda mais épico e mais ambicioso, finalizar o jogo com o Kratos gritando "Zeus your son has returned. I bring the destruction of Olympus!" e logo em seguida a frase "The End Begins..." (que inclusive é o mesmo nome da faixa principal do jogo) é simplesmente a melhor forma de encerrar esse capítulo da história. Dá pra ver que tudo nesse jogo é feito com a intenção de caminhar para algo maior, as músicas são o melhor exemplo disso. God of War II é pra mim um jogo perfeito, não mudaria absolutamente nada nesse jogo.
Report
PlayStation 2
Aug 3, 2026
Half-Life
10
User ScoreArtiex
Aug 3, 2026
O ano é 1998, e a Valve lança um jogo que revolucionaria a indústria dos games. Half-life fez algo que mudou completamente a forma como os jogos FPS eram vistos. Antes de Half-Life, jogos como Doom, funcionavam principalmente como um estande de tiro, com pouco ou nenhum foco na narrativa. A valve mudou isso trazendo um jogo onde o foco ia além da jogabilidade; aqui o jogador entra na pele de Gordon Freeman e nunca saía do controle do personagem, sem telas de carregamentos tradicionais nem cutscenes em terceira pessoa. O level design deixou de ser apenas corredores e passou a ser um ambiente interativo e lógico. Outra contribuição de Half-Life foi em relação a IA dos inimigos, onde os soldados do governo agiam de forma inteligente, se comunicando entre si, flanqueando, recuando quando necessário e obrigando o jogador sair de corbeturas utilizando granadas. Deixando o combate mais difícil, tático e exigindo raciocínio rápido. O jogo transcendeu o próprio gênero, influenciando diretamente jogos como Portal e servindo de referência para diversos FPS posteriores, incluindo BioShock, Halo: Combat Evolved e Deus Ex. O game também foi responsável pela existência do aclamado Counter-Strike, que surgiu inicialmente como um mod antes de se tornar o jogo independente. Half-Life foi um dos jogos mais importantes da história dos videogames, amplamente aclamado pela crítica e pelo público, recebendo mais de 50 prêmios de "Jogo do Ano" concedido por diferentes revistas e publicações especializadas.
Report
PC
Jul 20, 2026
Ratchet & Clank (PS4)
7
User ScoreArtiex
Jul 20, 2026
Essa franquia nunca chamou muito a minha atenção. Mesmo assim, tive a oportunidade de jogar esse jogo e acabei me divertindo bastante. A gameplay é fluida, conta com várias mecânicas interessantes e os puzzles têm uma dificuldade moderada. A história é simples, com algumas reviravoltas, mas nada muito extraordinário. Confesso que em alguns momentos achei a gameplay um pouco repetitiva, mas nada que me fizesse parar de jogar o game. Ratchet and Clank acabou sendo uma experiência muito divertida e ainda me arrancou boas risadas.
Report
PlayStation 4
Jul 20, 2026
Battlefield 1
7
User ScoreArtiex
Jul 20, 2026
A temática da Primeira Guerra Mundial é muito interessante, já que esse é o primeiro título da franquia ambientado nesse cenário. A campanha me chama bastante atenção por ser uma antologia: acompanhamos várias histórias diferentes. Entretanto, o jogo falha em construir histórias que são realmente marcantes, apesar de ter momentos interessantes, as histórias acabam sendo esquecíveis. Apesar disso, o jogo acerta quando falamos de estética e gráficos. O cenário de guerra é muito bem construído e a ambientação chama bastante atenção, principalmente pelos gráficos realistas.
Report
PlayStation 4
Jul 8, 2026
Sheepy: A Short Adventure
10
User ScoreArtiex
Jul 8, 2026
Esse jogo é incrível. Quando eu baixei Sheepy: A Short Adventure, não esperava nada além de um joguinho de plataforma divertido, mas eu me surpreendi logo de cara.O jogo tem uma trilha sonora é um dos pontos mais fortes do jogo. Cada capitulo tem uma música que combina muito bem com cada momento. Algumas são mais relaxantes e até melancólicas, outras tem um clima mais alto-astral e algumas são muito épicas. Todas elas me deixaram extremamente imerso no game.Além disso cada cenário é muito detalhado. Esses detalhes ajudam a conta parte da história e ajudam a entender o que aconteceu com aquele mundo pôs apocalítico.A lore do jogo é contada por meios de registros deixados por várias pessoas diferentes, isso torna a gameplay mais interessante e te deixa curioso sobre os acontecimentos. Recomendo esse jogo para todos que gostam de uma boa aventura, com uma trilha sonora marcante, cenários bem construídos e uma narrativa envolvente.
Report
PC
Jun 25, 2026
God of War (2005)
9
User ScoreArtiex
Jun 25, 2026
Uma das maiores franquias da história dos games, God of War marcou a infância de todos os amantes dos jogos. O game trouxe grande impacto no mercado e muitas inovações. God of War revolucionou o gênero hack and slash e estabeleceu novos padrões para jogos de ação e aventura 3D. Também trouxe gráficos incríveis para a época, que extraíam toda a potência do hardware do PS2, além de mostrar uma narrativa pesada, trágica, envolvente e digna de cinema, onde acompanhamos o Fantasma de Esparta, chamado Kratos, em busca de vingança contra o deus Ares.Mesmo com toda essa grandiosidade, o jogo tem algo que não o deixa ser perfeito. A jornada em busca da Caixa de Pandora — no capítulo chamado The Architect's Tomb e, logo em seguida, na saída de Kratos do submundo, no capitulo The Path of Hades — é cansativa e pode até desanimar em determinados momentos. Pessoalmente, acho essas duas fases muito arrastadas, apesar de serem muito importantes para a história.Mesmo assim, God of War continua sendo um dos grandes da era clássica e uma grande referência no mundo dos games.
Report
PlayStation 2
Jun 24, 2026
Five Nights at Freddy's
8
User ScoreArtiex
Jun 24, 2026
Sem dúvidas, Five Nights at Freddy`s marcou toda uma geração e causou um impacto na industria dos games. A gampelay é simples mas tem toda uma atmosfera que te deixa tenso durante o game. O jogo não tem uma história que chama atenção, já que boa parte da lore do jogo é sustentada pelas teorias dos fãs. O que sustenta o game é sua gameplay marcante e sua atmosfera sombria. Fnaf me marcou bastante e mesmo não sendo um grande jogo, eu tenho um certo carinho pela obra.
Report
PC
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