Clair Obscure: Expedition 33 – Sandfall (2025) “O amanhã chegará para aqueles que virão.” Com essa frase icônica, somos apresentados ao fascinante universo de Clair Obscure: Expedition 33 – Sandfall, forte candidato a jogo do ano.Ambientado na cidade fictícia de Lumieré (antigo nome de Paris, “a cidade das luzes”), acompanhamos Gustave e Maelle, dois personagens que se preparam para o Gommage, um evento anual que, à primeira vista, parece uma celebração — mas que carrega um significado trágico. Uma vez por ano, uma entidade divina conhecida como A Ártifice surge no horizonte e pinta um número em um monólito gigante. Esse número define a idade dos que serão arrebatados. Em Expedition 33, todas as pessoas com 34 anos desaparecerão, e uma expedição formada por aqueles com 33 anos parte em busca de respostas — e da destruição da Ártifice. Nenhum grupo anterior jamais voltou vivo.Não direi mais sobre a história, porque Expedition 33 é cheio de reviravoltas que merecem ser vividas. Os primeiros 20 minutos já bastam para mergulhar totalmente nesse mundo misterioso e poético.O gameplay mistura RPG de turnos com uma mecânica inovadora de Quick Time Events, onde reflexo e precisão são essenciais para defender, esquivar e contra-atacar. Essa dinâmica dá vida nova ao gênero, unindo estratégia e ação de forma **** o grande destaque é a parte artística. O jogo é sobre a própria arte: seus visuais são deslumbrantes, as cutscenes são cinematográficas, a trilha sonora é arrebatadora e cada personagem carrega camadas emocionais ricas.Clair Obscure é, literalmente, o que chamo de um estado da arte — um videogame que transcende o entretenimento e se transforma em obra-prima.A sequência final me arrancou lágrimas e me lembrou o poder que os jogos têm de emocionar e provocar **** experiência única e imperdível para quem busca algo realmente diferente.“Você sabe que os hobbies nem sempre precisam ser úteis, né?” — Gustave
Thank Goodness You're Here! - Coal Supper - 2024Quando meu amigo falou sobre esse jogo ele me disse que esse era um jogo que ele nunca tinha visto nada igual...E que grata surpresa!Esse é um jogo de plataformas de comédia surreal que se situa na cidade de Barnsworth na Inglaterra. Controlando um representante de venda seu objetivo é ter uma audiência com o prefeito, você pode explorar a paisagem e conhecer a população local, a qual vai pedir uma série de favores cada vez mais estranhos...E isso é o máximo que é possível explicar sobre esse jogo porque realmente ele é algo único, com um personagens cativantes, uma trilha sonora gostosa e uma direção de arte no estilo de Ricky Morty, Flapjack e a maioria dos desenhos clássicos de comédia, esse é um daqueles games, que sou um verdadeiro fã, onde a arte e o mundo dos vídeos games se encontram e resultam em uma obra inesperada, criativa, divertida e mais importante de tudo original!Com um mercado e grande indústria lotado de jogos que propõem mais do mesmo os pequenos estúdios índies mostram que ainda há espaço para criar coisas novas e interessantes.Jogar esse game é como assistir um episódio de seu desenho favorito, você irá se divertir, dar risada, se encantar e ter uma experiência única!
"Viewfinder" é um jogo de 2023 produzido pelo estúdio britânico Sad Owl Studios, disponível para PC, Xbox e Playstation. Seu nome faz referência ao visor óptico das câmeras fotográficas, onde se constrói o enquadramento de uma fotografia. O jogo propõe a manipulação de momentos e lugares capturados em fotos para resolver quebra-cabeças, utilizando conceitos de perspectiva, espaço e geometria não-euclidiana. No enredo do jogo, o mundo enfrenta uma ameaça de extinção devido a uma atmosfera inabitável. O jogador assume o papel de cientista em busca de soluções em um mundo virtual que possui regras diferentes revisitando o trabalho inacabado de colegas do passado. "Viewfinder" incentiva a criatividade e oferece múltiplas abordagens para os desafios apresentados, a mecânica original, o design encantador e a envolvente narrativa fazem deste jogo uma experiência cativante. Além de concluir rapidamente a história principal, vale a pena explorar todos os achievements e segredos que o jogo tem a oferecer. "Viewfinder" é uma obra impressionante que motiva experimentação, criatividade, diversas soluções e respostas não exatas, uma aventura cativante, interessante e viciante.
NieR: Automata - Yoko Taro – PlatinumGames – 2017 Profundo, reflexivo, intrigante, complexo, filosófico, são alguns dos poucos adjetivos que poderiam tentar definir esse jogo, levaria muito mais que poucas palavras para uma explicação. Lançado em 2017 pela Platinum Games do incrível e excêntrico diretor Yoko Taro e publicado pela SquareEnix para todas as plataformas. O jogo se ambienta em um mundo devastado, onde as regras morreram ou foram corrompidas, onde uma guerra sem fim entre androides (enviados por humanos) e robôs (do lado dos alienígenas invasores) levaram o fim da humanidade no planeta que teve que buscar refúgio na lua. Assim os humanos criam a unidade de androides de elite YoRHA que será seus soldados e última esperança nessa guerra perdida, no jogo acompanhamos a história da androide de batalha 2B e do androide sentinela 9S que além de lutar se confrontarão com esse mundo incrível e bucólico enquanto questionam sua missão e também sua própria existência. Tecnicamente o jogo possui mecânica de combate Hack and Slash, RPG e de Shoot’em up, alternando essas mecânicas conforme o jogo e a história, na parte do design, arte e ambientação o jogo brilha e mostra algo único e belo que é complementado por uma OST de cair lágrimas (já chorei algumas vezes ouvindo as músicas). Gostaria de escrever tudo que esse jogo representa, mas com mais de 30 horas de duração, 26 finais, uma quantidade imensa de personagens importantes e profundos e uma história filosófica e catártica fica difícil escrever sobre. Posso finalizar que quando algo sai de sua mídia e toca seus sentimentos, sua alma, seus valores e principalmente sua empatia, aquilo pode ser chamado de arte e Nier Automata é de fato uma grande obra de arte. “Tudo que vive é projetado para acabar. Estamos perpetuamente presos em um espiral interminável de vida e morte. Isso é uma maldição? Ou um tipo de punição? Eu frequentemente penso a respeito do deus que nos abençoou com esse enigma críptico e me pergunto se algum dia teremos a chance de matá-lo.” 2B
**Jogo** - Persona 4 Golden - Atlus - 2008 Conheci a franquia Persona na pandemia quando eu joguei o estiloso Persona 5 que estava em promoção na PSN, de começo me apaixonei pelo jogo e destrinchei suas mais de 80 horas de jogo. Esse ano tive a felicidade de jogar seu anterior e posso dizer que apesar das diferenças obvias devido a diferença de tempo de produções de ambos seu anterior na fica devendo em nada. Nele controlamos Yu Narukami que passa a viver com seu Tio Dojima e sua filha Nanako na fictícia e pacata cidade de Inaba e lá começamos nosso primeiro dia de estudante onde vamos conhecer e conviver durante um ano com os habitantes dessa cidade, porém junto com o dia a dia há nessa um assassino que deixa os corpos de suas vitimas em situações estranhas sem deixar pistas. Os enredos dos jogos Persona normalmente segue esse estilo, um personagem de fora da cidade chega, lá ele conhece pessoas, se encontra diante de um desafio e assim a história se desenrola, porém esse desenrolar é onde está o brilho da série. Cada jogo trata de uma temática central onde ela é trabalhada através dos seus personagens e no andar da história. Persona 3 tem a temática morte, com predominância da cor azul e personagens mais sombrios e densos. Persona 5 trata da liberdade, com a predominância da cor vermelha e personagens carismáticos e fortes e principalmente rebeldes. Persona 4 trata da verdade no quesito de a busca pela verdade e de como somos realmente em nossos defeitos e qualidades, predominância da cor amarela e personagens que estão em processo de autodescoberta lidando com a descoberta de quem são realmente. Irei manter minha análise por aqui por que o que importa mesmo é o que está no profundo, o que está além, a mensagem do jogo abrange toda a sociedade, e como essa desvia o olhar para a verdade buscando o que está nas aparências, por incapacidade para lidar e aceitar o que realmente é, utilizando os mitos xintoístas como inspiração. Persona é aquele tipo de jogo que assim como Nier Automata, Final Fantasy, Okami e Journey que flertam com a filosofia, psicologia e principalmente com a Arte. Esses são jogos que quando finalizados você com certeza não é a mais pessoa de antes de apertar o Play!
**** Valley é um jogo fofo com uma premissa simples, você está cansado de seu atual trabalho, abre uma carta do seu avô e nela há a escritura da herança onde ele deixou para você uma pacata fazenda. A partir dai você começa sua vida no campo retirando os primeiros galhos e pedras e arando seu primeiro metro quadrado de solo até ter uma fazenda autossuficiente no futuro. A gameplay do jogo tem um rítmo lento, assim como uma pequena horta em casa requer dedicação, tempo e uma pitada de amor, o jogo possui um sistema de calendário simples de 28 dias (cada dia passa em alguns minutos) em que cada um representa uma estação do ano. A cada dia e a cada estação sua fazenda vai evoluindo e seu relacionamento com os integrantes daquele vilarejo vai se intensificando. Um jogo muito relaxante, gostoso de se jogar, com historia e personagens cativantes, e uma gameplay de simulador/rpg divertida e gostosa. A história apesar de muito simples é fofa e cativante e cada personagem tem seu brilho, trilha sonora e gostosa e a direção de arte é baseada nos jogos antigos. Recomendo esse jogo para pessoas que gostam de um passatempo gostoso, divertido e sem muito complicação.
God of War é uma franquia que me acompanhou em meu crescimento e envelhecimento, em seus primeiros jogos onde o tema central era simplesmente matar deuses despejando testosterona, violência, vingança e ódio contra o famoso Olimpo Grego existia ali apesar de uma boa história pouco aprofundamento, era ação pela ação e ponto. Porém assim como com o tempo eu fiquei mais maduro assim foi também a jornada de Kratos agora compartilhada com seu filho Atreus. Não sou especialista em jogos então devo dizer que em seus detalhes técnicos há uma melhora de todos seus elementos de seu jogo anterior de 2018,o jogo é mais polido, abrangente, o combate se tornou mais vertical e sua gameplay mais divertida. Porém vou me atentar naquilo que sei escrever bem que é sobre história, e meus amigos que história! O jogo inicia ontem termina o anterior com uma visita inesperada a casa de Kratos que está tentando lidar com o começo do Ragnarok (O Apocalipse da cultura nórdica). Em termos gerais há diversos temas que permeiam a jornada de Kratos e Atreus porém posso dizer que família é o pilar central desse desenvolvimento, as relações com todos os personagens são profundas e interessantes e nada é preto no branco, todos os personagens inclusive os vilões do jogo possuem uma densidade incrível, ou seja o vilão não é mal porque ele é o vilão, mas por possuir razões, convicções de seus objetivos e tentar alcança-los. Outro tema que permeia o jogo todo é o velho embate filosófico determinismo x existencialismo que irá ser pilar de grande parte principalmente das escolhas e desenvolvimento dos personagens. Posso dizer que a jornada de Kratos tem aqui seu maior desenvolvimento até hoje, o Deus furioso e poderoso se mostra mais maduro e preocupado e acompanhar essa o jornada irá atingir seu coração, penetra sua alma, envolver, cativar e com certeza te emocionar.
Imagine um mundo onde a Astrofísica e a Física Quântica possuem as mesmas leis e regras...Esse mundo é Outer Wilds. Outer Wilds é um jogo de exploração e puzzle com uma gameplay sem violência, onde grande parte da experiencia está em se mover pelo espaço explorando e deixando sua curiosidade fluir para descobrir os mistérios contidos nesse sistema solar que a cada 22 minutos inevitavelmente encontrará o seu fim. O desafio aqui é esse conhecer seus mundos incríveis e abandonados nesse período de tempo, os mundos vistos nos games contam com uma natureza bucólica, são ausentes de vida. Mas seus ambientes únicos criam vida e movimento a cada exploração. Curiosidade e exploração é o coração do jogo e a cada descoberta você será apontado para dicas que visam responder perguntas que a Ciência e Filosofia busca desde o começo dos tempos...Onde estamos? O que somos? O que sabemos? A cada loop de 22 minutos você volta sempre para o inicio do game, suas habilidades não mudam, suas skills não mudam, o ambiente não muda, o que muda é apenas você e as respostas que você tem para aquele mundo, onde as respostas já estavam lá bem na sua frente. A questão é tomar consciência de tudo, consciência é algo tão especial nesse game, que é a unica coisa que pode tornar as coisas reais, consciência é capaz de criar mudanças verdadeiras nesse universo, porque sem ela não teria nada para observar e assim nada disso seria real. Então nos momentos finais entendemos que assim como a vida, assim como nosso sol, assim como nossos desejos e conquistas, tudo chega ao fim. Não há nada que podemos fazer em relação a isso. Porém a jornada que traçamos, as conexões que fizemos, os conhecimentos que juntamos serão, para todo sempre e para para as gerações futuras, a vibração do universo, a grande melodia que irá ligar o grande todo. E assim o universo termina como começou, talvez a grande tristeza desse jogo que assim como a vida ele só pode ser experienciado uma vez. Então assim como ela vamos sentar com nossos amigos em uma boa fogueira, ascender um marshmallow e tocar uma grande musica enquanto aproveitamos esse grande mistério que é a vida! "É o tipo de coisa que faz você apreciar ter parado para sentir o cheiro dos pinheiros, sabe?" Gabbro
Um jogo de walking simulator em primeira pessoa com foco na narrativa e alguns puzzle durante a jornada. Você joga na pele de Edith uma jovem adulta que retorna a majestosa casa de sua familia Finch, de origem norueguesa, em busca de respostas sobre a vida de seus antepassados. Explorando a casa e adentrando os comodos, que são elaborados labirintos criados por seus avô, você vai aos poucos conhecendo pouco a pouco sobre as historias e o fim que cada familiar teve em sua vida. Apesar de tratar de assuntos morbidos como mortes muitas vezes trágicas, o jogo trata isso através de minigames de uma maneira ludica, intuitiva, bela e quase infantil transformando a mecanica simples do jogo em uma forma unica de contar a história. O que torna um assunto pesado sendo contado de fundo uma forma gostosa de ser experienciado. Esse é mais um daqueles jogos que conta uma boa história inserindo o jogador dentro dela através da interatividade. Algo que só games podem fazer. Ele entra em mais um daqueles games como Gris, Undertale, Nier, Hellblade, The Witness, The Talos Principle e o que joguei recentemente Outer Wilds. Jogos que te colocam não como um player mas como alguem que está inserido na historia. Que ta fazem sentir e se emocionar. É até injusto chama-lo de um jogo, seria muito mais parecido com um livro interativo daqueles da decada de 90 (inclusive referenciado dentro do game). Uma bela história contada em apenas 2 horinhas de gameplay!
Florence é um jogo extremamente fofo. Todo feito em cartoon e quadrinhos. Focado na história de Florence Yeoh uma mulher de 25 que vive uma vida monótona e sozinha. Ao longo do jogo se vai acompanhando a vida dela e o encontro com Khris onde se apaixona e passa a ter uma vida juntos. É um jogo curto mais com uma história linda, quem já passou por um relacionamento vai se identificar com a história. Uma história sobre viver, sofrer, apanhar, apaixonar, esquecer e se reinventar. Uma história que mostra que as conexões fazem parte de nossa vida. Uma história que ensina a nós que tudo passa. Uma história linda que vale a pena se experienciar.
MEU DEUS DO CÉU O QUE É ENDWALKER!? Desde o começo da expansão os diretores deixaram claro que essa seria o fim de tudo. O definitivo termino da expansão. A trama se passa em torno das divindades Hydaelyn e Zodiark, luz e sombra, que equilibram aquilo que conhecemos desde o começo do jogo, o evento conhecido como fim dos tempos. Evento que acometeu o mundo dos Anciões, até então vilões do jogo, que causa a destruição do mundo. Estrelas caem do céu, fogo consome a terra, as pessoas diante do desespero se tornam bestas. Aqui o desespero é a tona. Você está correndo contra o tempos e a cada mapa ou npc novo o desespero e senso de urgência tornam o ambiente do jogo um lugar sombrio e desesperador. Aqui você está diante de um inimigo incontrolável, a personificação do niilismo, o próprio fim, a própria morte. Temos dois vilões que são personificações da sociopatia e psicopatia e seu unico objetivo é o fim de tudo, seja pelo cataclismo, seja pela morte em batalha, não importa! O fim, a morte, a destruição de tudo é o objetivo. O que pode parecer uma motivação vazia e cliche, mas que conversa de forma poética com toda a história e todas as aventuras vividas pelo seu personagem no passado. Toda as expansões se ligam de forma catártica e todas as peças do quebra cabeça se juntam. Até chegarmos a uma viagem ao passado onde somos mandados para o mundo dos Anciões, um mundo onde a ciencia, o conhecimento, a arte, o sentimento e a busca do equilibrio era o maior dos objetivos. Entendemos ai que os Anciões eram o que de melhor existia nos humanos e que em algum momento algo deu muito errado. Encontramos então a responsável por esse fim, uma entidade poeticamente retratada como um pássaro, criada por um Ancião sonhador, que tinha uma grande capacidade empatica e a capacidade de viajar pelas estrelas. Sua missão era encontrar civilizações para tentar responder uma simples pergunta... Que propósito essas civilizações encontraram na vida? Ao deparar com civilizações, apesar de avançadas, já a beira da extinção e absorvendo através de seu grande senso de empatia o medo e o desespero diante do fim, acaba por se transformar em sua própria sombra afogando em uma descrença niilista e chegando a conclusão que a única maneira de resolver esse empasse é acabar com a existência de toda a vida. A causadora do fim dos tempos... Pode parecer meio óbvio e não original.... Principalmente se tratando de Final Fantasy. Mas todo esse enredo se encaixa e flui muito bem conectando todos os temas apresentados anteriormente. Nesse mundo personagens são vivos, ali pessoas vivem seus sonhos, angustias, inseguranças, medos, desesperos e através de seus heróis buscam andarem livres, buscam escutar, sentir e pensar. Respostas que ouvimos através de nossa guia desde o começo do jogo quando matávamos bichos no mato ou salvamos npcs de bandidos, ouvíamos aquela que foi a música da primeira expansão dizendo para vivermos nossa vida, sem arrependimento, sem parar nas adversidades não importando quão escuro era o caminho, mesmo que tudo tenha um fim, mesmo que a vida seja um enigma que devemos suportar deleites de tristeza, nesse momento fugaz que o acaso da vida flui, nesse mesmo momento de acaso ela cresce, portanto, nesse instante efêmero, devemos viver, morrer e conhecer. E nesse momento eu morro nessa jornada para quem sabe começar a próxima. À terra sempre flui seu proposito. À terra está viva. Então devo andar livre!
Um jogo meio plataforma meio rougue-like... Extremamente divertido! Seu objetivo é na pele de um caçador de vampiros sobreviver a uma horda massiva de monstro por 30 minutos. No jogo você apenas anda e cada personagem possui sua habilidade, com uma variedade grande de personagens e armas, um arsenal digno de Van Helsing, você irá se divertir com diversas builds e formas de jogar. Apesar da jogabilidade e gráficos simples não deixa a desejar a nenhum game da geração. 10/10
The Witcher 2 com certeza é um belo jogo. Havia jogado apenas o 1 e pulei direto para o 3. E posso dizer com tranquilidade que em questão de história, narrativa, sidequests e personagens esse é o jogo mais interessante da franquia. O jogo é fluido, belo, com diversas resoluções, com o melhor do RPG que pode se esperar de um jogo The Witcher. Um ótimo jogo e com certeza recomendado para quem gosta do estilo!
Journey controlamos um protagonista sem nome, representante de uma raça, esse está andando por um deserto sem maiores significados e objetivos. Nossa jornada, objetivo que leva o nome do jogo, é chegar em uma montanha essa que teria "cuspido" de seu interior palavras, conhecimento, logos, fala, que dão poder ao mundo e as criaturas de Journey. Sendo assim a montanha é algum tipo de metáfora para algo divino. Nosso personagem encontra esse mundo já devastado, tornado por deserto e ruínas de um antes glorioso lugar. Journey conta a história de uma forma lúdíca e através observação mas não é um jogo sobre a história, não, mas muito mais sobre a experiência que essa jornada faz você sentir, uma experiência intima, sensorial, emotiva, onde você pode cruzar sozinhos ou encontrar outros players que seguirão a jornada junto a ti. Joguei pela primeira vez no PS4 e lembro de ter terminado o jogo em lagrimas! Então me conte qual é a sua jornada?
Dear Esther é mais um daqueles Walking Simulators que focam na história e exploração, sem mecânicas, puzzles ou inimigos, o jogo foca apenas em andar de uma forma muito próxima da vida real. É difícil saber se o que está experienciando é real ou algum tipo de sonho e o jogo não faz questão de deixar isso claro. Começamos sabendo que o personagem se dirige a sua querida esposa Esther e através de seus monólogos ele vai explicando um pouco da história da ilha que está explorando assim como o trágico destino de Esther. O brilho do jogo é a experiência e sentimentos que experienciamos enquanto tentamos juntas as peças da história que não é apresentada de forma clara, e para entender melhor, o jogo força ser jogado novamente para que pedaços da história que acontecem randomicamente a cada gameplay vão se revelando e explicando o que está acontecendo. O grande personagem dessa história é a ilha e o monólogo do personagem que faz você se sentir a todo momento sozinho (apesar da presença de fantasmas que observam de longe), introspectivo e bucólico. E para isso a trilha sonora que em minha opinião é o ponto alto faz um ótimo trabalho. Essa versão com os cortes dos diretores em um formato de podcast torna a experiência divertida e ajuda a entender o que está por trás, afinal entrar dentro da cabeças e do processo criativo dos criadores te faz estar mais próximo de sua arte. Como todo Walking Simulator esse jogo não é para todos os públicos mas sua experiência é valida, interessante e profunda!
Um jogo divertido de puzzle com uma física interessante, perspectiva e uma direção de arte muito legal. Para quem é fã desse tipo de jogo um prato cheio sem dúvidas!
Vampire: The Masquerade - Bloodlines é um jogo da série Vampiro: A Máscara e mais uma história incrível da franquia World of Darkness. O jogo foi desenvolvido na Source Engine e sinceramente não é um grande jogo, tem muitos bugs, os gráficos são feios, ele trava, crasha e apresenta diversos problemas ao longo da gameplay. Mas para época que foi feito é um game de mapa aberto, múltiplas escolhas, diversos NPC's, diversas formas de progredir no game...Então tem de dar o braço a torcer para época que foi feito alcançando a nota de 80/8,9 no Metacritic. Porém o brilho do jogo é realmente a história com vários desdobramentos, finais, caminhos e principalmente ideologias que você poderá seguir ou ir de contra. Todos os clãs são representados com maestria e a trama é interessante e cheia de reviravoltas fazendo jus de como é complexo e rico o universo de Vampiro: A Máscara. Um prato cheio para quem gosta de boa história, para quem é fã do universo ou para quem não se importa com gráficos ruins e jogo envelhecidos...Recomendo!
Okami é um jogo lindo, majestoso, artístico, com uma história envolvente e personagens carismáticos. É difícil imaginar que esse jogo é de gerações passadas devido sua grandiosidade, beleza, tamanho e jogabilidade. Lançado em abril de 2006 pela Capcom do criador Hideki Kamiya de Devil May Cry e Bayonetta tem no toque do seu diretor a jogabilidade fluida de seus jogos de plataforma. Sua estética é o ponto alto, com uma aparência de aquarela colorida tem sua beleza como seu ponto alto baseado na pintura de Sumi-iê. A história segue a mitologia Sintoísta tendo como a deusa Amateratsu (deusa do Sol) como protagonista de seu jogo que apesar de não falar esbanja carisma junto com seus diversos personagens. Assim como a Deusa do Sol traz vida por onde passa, paz para os personagens do folclore e faz seu papel como mãe de tudo, trouxe pra mim sentimentos de acolhimento e beleza. A linha entre jogo e arte pode ser grande mais Okami estreita essa linha mostrando que é possível se fazer arte em video-games. Facilmente um dos jogos mais belos e únicos que joguei em minha vida!
A série The Room é um prato cheio para quem gosta de puzzles e mistérios. Um jogo desafiador, complexo, de observação, raciocínio lógico e inteligência. Sua arte é bela o que da uma ambientação interessante e seu roteiro e história é uma mistura de física avançada com uma pitada dos horrores cósmicos da H.P. Lovecraft. Um estilo de jogo que tem um público seleto mas que entrega para quem gosta de jogos click and point com quebra cabeças uma experiência interessante!