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Jan 15, 2025
8
Aqui já estava a semente do que viria ser "Babygirl", onde o sexo, embora condutor da trama, é visto como percurso psicológico, não interessando à diretora filmar o ato em si (o que é uma pena, já que as cenas nunca se concretizam e tornam o filme um pouco sem graça). Freud explica melhor o que a diretora tentou traduzir em imagens, por mais que aquele namorado gostoso dela quase suspende a minha imersão nessa troca que a protagonista resolveu fazr de parceiro, domada pelo medo, culpa, mas com muito tesão (em pensar que a Nicole Kidman também trocará o gostoso do Antonio Banderas). Não deixa de ser um bom exercício sobre nossas pulsões de vida e de morte, e aqui o maneirismo da câmera está mais contido que em Babygirl. A cena deles na praia é linda, mas fico com a sensação que há sim uma tentativa de poetizar que acabou caindo na cilada de higienizar as cenas, transformando um ótimo trailer em algo soft de supercine.