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Rique254680

  • Movies 24
User Overview in Movies
7.8 Avg. User score
User Score Distribution
positive
19 (79%)
mixed
4 (17%)
negative
1 (4%)
Highest User Score
Lowest User Score

Movies Scores

Nov 21, 2025
Frankenstein
9
User Score
Rique254680
Nov 21, 2025
Frankenstein (2025) entrega uma das adaptações mais visualmente marcantes da obra em décadas. Del Toro usa cada centavo do orçamento em cenários, figurinos e ambientação que impressionam pela identidade e coerência. A direção segura mantém o filme elegante, sombrio e memorável do início ao fim. Jacob Elordi surpreende como a criatura ao adotar uma abordagem mais humana e contida, fugindo do monstro clássico. Essa escolha amplia a empatia e reforça o foco da história: ciclos de rejeição, opressão familiar e a busca desesperada por pertencimento. Oscar Isaac também se destaca ao construir um Victor Frankenstein egoísta e detestável, resultado direto da criação opressiva do próprio pai — um paralelo poderoso com a existência do monstro. A trama trabalha bem as reflexões sobre marginalização e solidão, mostrando a criatura como alguém descartado pelo mundo e condenado a desejar apenas alguém que fique ao seu lado. Mas alguns pontos enfraquecem a narrativa: a mudança brusca de comportamento do monstro é tratada como consequência de um único evento, quando toda a violência emocional que ele vive antes deveria pesar mais. A relação com Elizabeth também é subdesenvolvida — suas falas excessivamente poéticas destoam, e sua conexão com a criatura nunca gera impacto real. Há ainda escolhas narrativas que quebram a imersão (sobrevivência conveniente de documentos em explosões, cortes fáceis em cenas de perigo, etc.). São detalhes, mas chamam atenção. Mesmo assim, Del Toro entrega uma visão forte, emotiva e visualmente espetacular de um clássico. A estrutura dividida entre criador e criatura funciona muito bem, e a ambientação de época é uma das melhores já feitas pelo diretor. Apesar das falhas, é uma obra que vale a experiência e tem impacto real.
Jul 19, 2025
Conclave
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Conclave, a direção valoriza o silêncio e o enquadramento preciso para construir suspense em um tema historicamente fechado. A trama, centrada na eleição papal, expõe relações de poder e moralidade sem didatismo, apoiada por um roteiro coeso que evita excessos.Ralph Fiennes entrega uma performance magistral, usando nuances e contensão para dar profundidade ao cardeal protagonista. A cinematografia contemplativa e o design de produção requintado criam uma atmosfera imersiva, enquanto os temas sociais — corrupção, fé e dever — emergem de forma **** thriller de alto nível, que combina apuro técnico e densidade narrativa, deixando poucas arestas.
Jul 19, 2025
Parasite
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Parasita, Bong Joon-ho salda a conta entre forma e conteúdo: o roteiro engenhoso costura humor negro e crítica social de forma indissociável. A família Kim, interpretada com camadas de ambição e vulnerabilidade, ecoa em cada cômodo da casa Park, meticulosamente fotografada para reforçar o abismo econômico.O filme acelera sem atropelar, revelando reviravoltas que soam inevitáveis apenas depois que acontecem. A fluidez entre cenas de humor, suspense e drama culmina num desfecho inesquecível, capaz de chocar e emocionar na mesma batida. É uma aula de como abordar temas complexos — desigualdade, facetas humanas, privilégio — sem cair em didatismo.Parasita é um marco cultural e cinematográfico, comprovando que o entretenimento pode (e deve) carregar uma mensagem contundente.
Jul 19, 2025
Emilia Pérez
3
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Emilia Pérez falha em praticamente tudo: -Roteiro fraco: diálogos confusos e cenas que estendem a duração sem acrescentar nada. -Formato musical mal-executado: números sem tema ou motivação narrativa, soando superficiais e desconexos. -Direção desorientada: falta de coesão visual e narrativa, com transições abruptas e amadoras. -Atuações genéricas: personagens estereotipados e pouco críveis, sem arco ou desenvolvimento real. O resultado é um filme longo demais, infantil e entediante.
Jul 19, 2025
I'm Still Here
9
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Ainda Estou Aqui, a mistura de fato real e linguagem cinematográfica cria uma experiência visceral. A direção usa filtros de cor e fotografia para marcar a passagem do tempo e intensificar o clima político, enquanto o roteiro mantém a história coesa e envolvente.Fernanda Torres sustenta o filme com uma performance marcante, mostrando nuances de uma mulher que luta contra as circunstâncias sem perder sua humanidade. A narrativa acessível, mesmo tratando de temas densos, e o design de produção autêntico reforçam a **** drama histórico brilhante, que alia técnica refinada e emoção genuína para contar uma história de determinação e fé.
Jul 19, 2025
The Brutalist
4
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
O Brutalista falha em quase todos os aspectos essenciais de um drama histórico: -Roteiro confuso: sequência de eventos desconectados que só fazem sentido muito ****, gerando tédio. -Autenticidade comprometida: uso de IA nos sotaques que mina a imersão. -Atuações irregulares: protagonismo forte, mas coadjuvantes “engatados” e pouco convincentes. -Excesso técnico: som e trilha sobrecarregam em vez de enriquecer; narração e cartas quebram o ritmo. -Pacing: três horas sem desenvolvimento significativo ou mensagem clara. O resultado é um filme pretensioso, longo demais para seu conteúdo raso e sem coesão.
Jul 19, 2025
A Complete Unknown
7
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Um Completo Desconhecido equilibra drama pessoal e performance musical com naturalidade. Chalamet encarna Bob Dylan de forma visceral, e o roteiro opta por um retrato introspectivo em vez de um arco clássico de ascensão.Tecnicamente, o filme é competente — fotografia e direção de som ajudam a evocar a época — mas não inova no gênero de cinebiografia musical. A imersão poderia ser mais profunda, especialmente nos detalhes de cenário e montagem. Ainda assim, o contraste entre vida pessoal e artística de Dylan rende momentos de forte impacto emocional.
Jul 19, 2025
Central Station
8
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Central do Brasil, Walter Salles dirige com delicadeza um roteiro que mistura melancolia e esperança. A câmera acompanha de perto Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira, capturando expressões e silêncios que dizem mais que diálogos.A narrativa equilibra drama social e momentos de leveza com sutileza, evitando sentimentalismo fácil. A jornada pelo interior do Brasil torna-se um retrato das desigualdades, mas também de afetos inesperados.Visualmente belo e emocionalmente envolvente, Central do Brasil permanece um clássico do cinema brasileiro, cujas qualidades técnicas e humanas resistem ao teste do tempo.
Jul 19, 2025
Mickey 17
8
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Mickey 17, Bong Joon-ho aplica sua mistura de humor e crítica social a um enredo de clonagem e exploração corporativa. A direção é afiada, as cenas de ação são embaladas por um ritmo bem calibrado, e Robert Pattinson demonstra versatilidade ao diferenciar cada iteração de seu personagem.Tecnicamente, o filme é sólido, mas não apresenta grandes ousadias visuais ou narrativas. A sátira à classe alta, característica do diretor, permanece confinada ao microcosmo da história. A trilha sonora auxilia a imersão, mas poderia ter tido um protagonismo **** sci-fi competente que pede envolvimento do espectador para que suas camadas sejam percebidas — e, sem essa entrega, corre o risco de passar batido.
Jul 19, 2025
Nosferatu
8
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
O remake de Nosferatu acerta ao mesclar terror psicológico e sustos tradicionais, sem depender de clichês fáceis. A reconstrução de 1830 é meticulosa: cada figurino, objeto de cena e enquadramento contribuem para uma atmosfera autêntica e opressiva.A performance de Lily-Rose Depp é um dos destaques, conferindo profundidade à personagem e ancorando o clima de mistério. A direção demonstra bom senso ao alternar momentos de câmera fixa — que permitem imersão total — com planos mais dinâmicos que intensificam o **** outro lado, a ênfase em efeitos sobrenaturais em algumas sequências quebra a tensão construída e torna certas partes confusas. A relação entre Nosferatu e Ellen, embora carregada de sensualidade, poderia ganhar mais força dramática com um toque de romance obsessivo em vez de pura carnalidade.Visualmente deslumbrante e tecnicamente refinado, Nosferatu (2024) entrega uma experiência de horror consistente, apesar de pequenos exageros que poderiam ter sido mais sutis.
Jul 19, 2025
Whiplash
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Em Whiplash, Damien Chazelle constrói um thriller musical que ultrapassa o gênero de “filme sobre música” para se tornar um estudo de personagem impiedoso. A atmosfera crua da escola de música, combinada à trilha-percussão onipresente, cria tensão constante. O roteiro esperto transforma clichês em surpresas, mantendo o público pendurado em cada virada.A química entre Miles Teller e J. K. Simmons é eletrizante: Teller traz toda a vulnerabilidade e obsessão de Andrew, enquanto Simmons encarna o mentor-tirano perfeito. A transição de um drama sobre técnica musical para uma fábula sobre burnout e ambição é feita com precisão cirúrgica.Mesmo com a única ressalva de talvez explorar mais alguns momentos do protagonista, Whiplash permanece como um dos filmes mais eletrizantes e intensos da década.
Jul 19, 2025
Companion
6
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Visualmente suave e acolhedor, Companion cria uma atmosfera confortável, mas a narrativa sofre com uma guinada abrupta que prejudica a fluidez. A reflexão sobre IA e tecnologia é válida, porém rasa e apresentada **** desfecho, apesar de esforçado, não convence completamente, deixando a sensação de uma história que poderia ter sido mais coesa.Ainda assim, a abordagem humana traz alguns pontos positivos que valem a atenção.
Jul 19, 2025
Brokeback Mountain
7
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Lançado em 2005, Brokeback Mountain soa intencionalmente clássico, com uma narrativa sóbria e performances cheias de nuances. O desenvolvimento da relação entre os protagonistas é rápido, porém sólido e natural.A ambientação e a fotografia colaboram para criar uma atmosfera que acompanha o passar dos anos, mostrando as marcas da vida nos personagens. Porém, o ritmo mais lento e algumas partes repetitivas fazem o filme parecer um pouco esticado demais.É uma história sensível, importante e com um desfecho impactante, mas que poderia ganhar ainda mais impacto com um pouco mais de concisão.
Jul 19, 2025
The Spectacular Now
6
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Com uma abordagem simples e direta, O Maravilhoso Agora aposta no carisma de Miles Teller para contar uma história de amadurecimento adolescente. O filme é agradável e visualmente coerente, mas seu ritmo lento e a demora para desenvolver a trama prejudicam o impacto emocional.O roteiro tenta construir reflexões profundas sobre crescimento pessoal, mas isso soa forçado em alguns momentos, especialmente perto do final. A narrativa perde força com muitos arcos secundários que pouco **** filme que tem seus méritos, especialmente no elenco, mas que não alcança o potencial que parece buscar.
Jul 19, 2025
Aftersun
7
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Charlotte Wells entrega em Aftersun um filme esteticamente delicado e emocionalmente sutil. O uso de transições sonoras e enquadramentos cuidadosos mostram um olhar criativo e um cuidado técnico impecável.Porém, o roteiro tem ritmo lento e pouco conflito explícito, o que pode afastar parte do público. O foco está na construção da relação entre pai e filha, explorada com sensibilidade e pequenas doses de insegurança emocional.A tensão aumenta na reta final, mas o filme mantém sua pegada mais intimista e reflexiva, culminando num desfecho ambíguo que provoca questionamentos em vez de respostas **** filme para quem curte cinema mais contemplativo e pessoal, que pede atenção e envolvimento emocional para ser apreciado.
Jul 19, 2025
The Lobster
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Yorgos Lanthimos cria com The Lobster uma obra que mistura absurdo e realismo social de forma brilhante. A direção usa a câmera estática e a narrativa quase literária para construir um universo frio e controlado, que espelha a alienação e a pressão social presentes na história.O roteiro evita explicações tradicionais e se foca na adaptação dos personagens a uma sociedade distópica onde relacionamentos são obrigatórios. A ambientação no hotel é uma metáfora visual potente para as dinâmicas de exclusão e conformidade social, reforçada pelas performances contidas dos atores.O filme lança uma crítica feroz à imposição da norma do casal perfeito, expondo a artificialidade e o vazio que essa pressão gera. É uma obra que desafia o espectador, podendo parecer estranho ou lento, mas que recompensa com uma reflexão profunda e múltiplas camadas interpretativas.
Jul 19, 2025
Anora
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Anora brilha pela combinação de atuação, direção e roteiro, que juntos constroem uma narrativa densa e multifacetada sobre a vida de Ani, uma profissional do sexo em busca de autonomia dentro de um sistema opressor. A interpretação de Mikey Madison é o ponto alto, trazendo realismo e profundidade à personagem, que oscila entre força e vulnerabilidade com naturalidade.A direção de Sean Baker é marcada por planos longos e cuidadosos que imergem o espectador no universo do clube e na rotina desgastante de Ani, ao mesmo tempo em que a edição habilmente conecta tons diversos, da sensualidade ao drama, do humor ácido à crítica social. Essa fluidez evita que o filme se torne fragmentado, mantendo a coesão e o ritmo.O roteiro é repleto de nuances, explorando as contradições do desejo, poder e sobrevivência, sem cair em estereótipos ou simplificações. As relações entre Ani, Ivan e Igor exemplificam a complexidade da cadeia de exploração, mostrando que a opressão afeta todas as posições dentro desse sistema.Visualmente, o filme usa contrastes de cores e composições precisas para criar atmosferas emocionalmente carregadas, fazendo com que o estilo indie se integre à narrativa de forma orgânica e significativa, não como um artifício vazio.Anora se destaca como um exemplo de cinema independente que alia estética e conteúdo, oferecendo uma reflexão profunda sobre temas difíceis com sensibilidade e honestidade. Um filme que recompensa múltiplas revisões, revelando camadas que passam despercebidas numa primeira experiência.
Jul 19, 2025
Everything Everywhere All at Once
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Everything Everywhere All at Once é um tour-de-force audiovisual que mistura caos e emoção com maestria. A narrativa acelerada e fragmentada reflete o conceito de multiverso de forma ousada, desafiando o espectador a acompanhar uma montanha-russa sensorial que mistura elementos de ficção científica, kung fu, comédia e drama familiar.A direção é inventiva e arriscada, abraçando o absurdo sem perder o toque humano. Cada personagem, mesmo em meio ao caos, é tridimensional, com conflitos profundos que se entrelaçam para contar uma história sobre família, culpa e amor incondicional. O roteiro equilibra humor pastelão com momentos de emoção genuína e reflexão filosófica.Além de inovador, o filme traz uma crítica poderosa sobre a pressão social, a culpa geracional e a toxicidade nas relações familiares, tudo isso embalado em uma estrutura narrativa original e visualmente impressionante. Everything Everywhere All at Once é um dos filmes mais ousados e emocionantes dos últimos anos.
Jul 19, 2025
Inside Out 2
7
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Divertidamente 2 faz o básico da Pixar com competência: universos mentais criativos, personificação clara das emoções e visuais caprichados. A adição de novas emoções à roda original enriquece o cenário, enquanto cada personagem — mesmo sendo arquétipos — ganha momentos de nuance e **** outro lado, a jornada da Riley soa previsível e pouco impactante. A estrutura narrativa recicla o arco do primeiro filme, com menos impacto emocional. A protagonista age de forma abrupta, o que prejudica a identificação emocional com sua transformação.O tema central da ansiedade poderia ter gerado uma reflexão mais profunda, mas é tratado de forma rasa e rápida. Isso enfraquece o potencial dramático da experiência, especialmente quando comparado ao momento revelador sobre a tristeza no **** bom filme infantil, bem construído, com personagens simpáticos e visuais criativos — mas sem a profundidade introspectiva e surpreendente que fez do primeiro um marco.
Jul 19, 2025
The Conjuring 2
8
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
James Wan refina ainda mais sua abordagem ao terror com Invocação do Mal 2, um filme que não tenta reinventar o gênero, mas se destaca por sua execução superior. A construção da tensão é gradual e cuidadosa, priorizando ambientação e ritmo ao invés de sustos gratuitos. Quando os momentos de choque chegam, são eficazes por estarem bem preparados — resultado de uma direção segura e criativa.A grande força do filme está na conexão emocional. A empatia construída com a família britânica atormentada dá peso às ameaças sobrenaturais, elevando o nível de envolvimento do espectador. Wan entende que o medo funciona melhor quando temos algo a perder — e por isso, aposta em personagens humanos, frágeis e bem desenvolvidos.Embora a estrutura siga padrões já consolidados no terror — especialmente os que envolvem casos "baseados em fatos reais" —, o filme se mantém interessante por não abusar dos clichês e por trazer uma direção de arte rica e bem trabalhada.Invocação do Mal 2 é uma aula de como o terror clássico ainda pode emocionar, assustar e cativar quando tratado com atenção, técnica e coração.
Jul 19, 2025
Sinners
10
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Sinners é uma obra que une estética e discurso com rara precisão. Ambientado nos anos 1930, o filme impressiona pela qualidade visual e pela profundidade cultural. A direção é ousada desde o início, fazendo uso criativo da proporção de tela como ferramenta narrativa e simbólica. A história, que começa com um tom aconchegante, logo mergulha no terror com ritmo bem dosado e atmosfera crescente.O roteiro se destaca ao explorar temas como apropriação cultural e religiosidade negra com complexidade e respeito. A alegoria dos vampiros brancos que consomem arte e espiritualidade negra é contundente, mas nunca panfletária. A trilha sonora, longe de ser mero acompanhamento, é parte viva da narrativa — especialmente na sequência musical do clube, um momento de puro **** irmãos gêmeos Fumaça e Fuligem representam dois tons distintos dentro da mesma história, sem perder unidade temática. A mistura de gêneros e arquétipos — do western ao terror folclórico — cria algo novo, sem parecer **** atuações fortes, ideias afiadas e uma estética marcante, Sinners é um exemplo de como o cinema de gênero pode ser artístico, político e profundamente humano.
Jul 19, 2025
The Ugly Stepsister
7
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
The Ugly Stepsister entrega uma releitura sensível de um arquétipo desprezado. O design de produção é sólido e a protagonista é bem construída, com camadas de estranhamento e dor que geram empatia. A narrativa, porém, sofre com ritmo apressado e uma trilha sonora que fere a coesão estética do universo. A tentativa de crítica social — centrada na busca pela beleza — não atinge seu potencial, por falta de alegoria ou exagero. Ainda assim, o filme se sustenta emocionalmente e acerta em criar uma figura feminina comovente e real. Uma boa ideia que quase foi grande.
Jul 19, 2025
Novocaine
4
User Score
Rique254680
Jul 19, 2025
Novocaine é um filme dividido entre um drama romântico raso e uma tentativa de ação exagerada. A direção carece de identidade, o romance não convence e a construção emocional inicial não sustenta a transição para o segundo ato, que aposta em absurdos pouco críveis. A condição do protagonista — que não sente dor — é usada de maneira superficial, resultando em cenas forçadas que desafiam qualquer suspensão de descrença. Há boas ideias aqui, mas todas mal executadas. O que sobra é um filme esquecível, que tenta parecer ousado, mas se apoia em clichês sem alma.
Jul 13, 2025
Superman
10
User Score
Rique254680
Jul 13, 2025
James Gunn reinventa o Superman sem repetir fórmulas ou ceder a modismos. Superman (2025) se posiciona como um ponto de partida não apenas para o novo universo da DC, mas para uma abordagem mais consciente, humana e inteligente do gênero de super-heróis. Desde a introdução, Gunn demonstra total controle da narrativa ao evitar uma história de origem batida e mergulhar diretamente em um universo funcional, onde o Superman já é estabelecido — porém vulnerável, conectado e emocionalmente acessível. O tom do filme rompe com a estética de divindade intocável popularizada na era Snyder, optando por um herói que sente, sofre e se adapta. David Corenswet surpreende positivamente. Sua atuação como Clark Kent e Superman é magnética, entregando um equilíbrio raro entre carisma despretensioso e presença heroica inspiradora. Sua química com Lois Lane é construída com precisão — diálogos, atritos e momentos íntimos reforçam a complexidade de uma relação realista. Lois, por sua vez, ganha destaque não apenas como par romântico, mas como personagem autônoma, bem escrita e ativa na narrativa. A estrutura do roteiro é inteligente. O vilão central é apenas uma parte da equação, pois o enredo se desenrola como uma sucessão de desafios que ampliam o escopo do universo, sem perder o foco. A multiplicidade de personagens, algo que poderia facilmente tornar o filme caótico, é tratada com maestria. Todos os coadjuvantes têm função narrativa e personalidade própria. Não são enfeites nem alívio cômico — são peças do quebra-cabeça. A direção de Gunn é um espetáculo à parte. As cenas de voo são dirigidas com variação emocional e linguagem visual eficaz. Em momentos épicos, a câmera se estabiliza, valorizando a imponência do herói. Em cenas dramáticas ou combativas, o uso de planos trêmulos e dinâmicos reforça a tensão. As sequências de ação, em especial, ganham originalidade com cortes criativos e uso musical marcante, como é marca registrada do diretor. No aspecto emocional, o longa é surpreendentemente eficiente. Momentos como a sequência entre o pai de Clark e o campo de guerra com crianças mostram o quanto o filme está comprometido com a conexão do público com o mundo e os dilemas do Superman. E tudo isso sem melodrama ou manipulação óbvia. A introdução do conceito do Universo Compacto adiciona um elemento criativo relevante. Serve não apenas como ferramenta de enredo, mas também como oportunidade estética e conceitual para Gunn inovar. A estética do filme é rica, especialmente nesses momentos, com direção de arte e paleta de cores dignas de nota. Outro mérito importante é o uso pontual e preciso da comédia. Gunn evita exageros e alívios mal colocados, mantendo o tom do filme coeso. A violência, por outro lado, é mais presente do que se espera de um filme do Superman, mas bem dosada. O protagonista apanha, sofre, e vence não pela força do roteiro, mas por engenhosidade e resiliência. O UltraMan funciona como ameaça real — não é um vilão genérico, mas um espelho distorcido do próprio herói. Narrativamente, o filme ainda se destaca ao incorporar subtextos políticos relevantes. A metáfora do Superman como um refugiado imigrante é central e bem articulada, ampliando a discussão para temas contemporâneos como xenofobia e nacionalismo. A guerra fictícia apresentada no filme levanta paralelos evidentes com os conflitos Rússia/Ucrânia e Israel/Palestina, não por equivalência direta, mas por reflexo das dinâmicas de poder, controle de mídia e polarização ideológica. Gunn, no entanto, evita discursos panfletários e opta por nuances e ambiguidade moral — o que é admirável num blockbuster. Talvez o aspecto mais louvável do filme seja sua estrutura. Com tantos personagens, temas e elementos visuais, seria fácil o resultado parecer inchado. Mas não. Gunn domina o ritmo e a coesão como poucos. Cada elemento narrativo está ali por um motivo. O filme parece saber exatamente o que quer ser, e nunca perde isso de vista. Superman (2025) é, acima de tudo, um filme com identidade. Ele carrega o peso de iniciar um universo novo sem ser expositivo ou didático. É emocional sem ser piegas, divertido sem ser bobo, épico sem ser vazio. E talvez por isso seja tão confortável de assistir: é um filme que acolhe, que te convida a voltar, e que entrega uma experiência com alma, personalidade e propósito.
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