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Jul 24, 2023
7
Particularmente acho François Ozon um dos diretores mais talentosos da atualidade, marcado por uma produção intensa e de uma sensibilidade ímpar para conduzir suas histórias, mesmo que inteiramente sem sal (como é o caso aqui).
Aliás, todos os personagens aqui são rasos, até meio estereotipados. Mas ainda bem que são dirigidos por alguém que sabe o material limitado em mãos, a começar pelo tempo de duração pequeno, pela montagem certeira, o fio condutor no tempo certo de não fazer da história muito piegas.
Centra-se no megalomaníaco Peter Von Kant, que pensa em querer domar as pessoas pelo dinheiro, do criado ao caso conjugal.
O filme então ganha contornos trágicos de uma peça teatral, até porque é filmado basicamente em um único cenário, a casa de Von Kant, para onde confluem toda a trama.
Os personagens então se entrelaçam pelo jogo de interesse e manipulação, e percebemos que Peter, justamente o que parecia mais sovino, tem lá seus ares românticos.
No entanto, trata-se de uma história onde o sarcasmo e o realismo imperam, embora trata-se de relacionamentos, mostra a verdadeira face interesseira do humano, por mais que Peter tenha se levado a abraçar uma idealização, ele está tomado pelo ego, e recebe um contragolpe de todos que, por mais duro que seja aceitar, soa merecido.
Por mais que seja um filme bem feito, não entra nas grandes produções de Ozon, já que é um filme despretensioso, pode agradar pelos personagens LGBTQIAP+, pelas falas modernas e desconstruídas, mas a história, em si, é banal demais para tornar-se referência ou marcante.
Ainda assim, é um filme a cima de média de muito do que se vê, o que reafirma a competência de François Ozon em narrar uma história, por mais simples que seja.